MAÑANA ES MARTES – Celina Bittencourt.

30 jul

MAÑANA ES MARTES – Celina Bittencourt..

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SEM NOME, SEM SENHA…

30 jul

SEM NOME, SEM SENHA….

MAÑANA ES MARTES – Celina Bittencourt.

17 jul

MAÑANA ES MARTES – Celina Bittencourt..

PROCURANDO… AS MINHAS CANÇÕES

17 jul

PROCURANDO… AS MINHAS CANÇÕES.

PROCURANDO… AS MINHAS CANÇÕES

27 jan

E aqui estou procurando por minhas canções. Aquelas que ficaram perdidas longe do alcance de um grito de socorro, de uma agoniada paciência, de uma lágrima tênue escorrida pela face não mais juvenil mas ciente de que existe uma coisa simples que se chama tempo e que ele é quem governa a vida nos seus mais variados estágios. E que não se governa o governo do tempo porquanto ele é algo maleável, escorregadio e totalmente livre. É aquela fração de segundo entre um respirar e outro, enlaçado pela voz que não falou, pela música que ficou perdida submersa numa respiração, pelo gesto apenas pensado mas nunca iniciado. E assim ficaram elas, as minhas canções, tão curtidas quando esse termo ainda nem existia e agora simplesmente agonizantes ou mortas numa simples dobra de manhã. Pois as minhas canções eram a ´pulsação de meu sangue e a voz do meu coração antigo. Daquele, digo, deste coração coitado que fenece sem ter o prazer de reescutar aquela parcela de sentimento nem ágil nem trágico mas apenas uma pequena célula que nem mais se reproduz mas que permanece viva. Nem se sabe como. Mas se sabe o porquê. Porquê ela é a prima dona desta trágica cena que onera a vida. É a viva entonação de todos os momentos e a fixação febril de apenas um determinado momento. Apenas um. E pois que aqui me louvo ao fato de  estar procurando por aquelas inesquecíveis e tímidas canções: uma parcela da alma que ainda teima por respirar embora o ar esteja fugidio e rarefeito não mais propenso a se deixar respirar por esta fimbria de amor quase sem forças e sem propensão à caminhada. Afinal, gente, c´est la vie!

DE ONDE VEM?

23 jan

De onde vem, de onde vem, de que lugar esta chanson de amor vem assim tão tímida neste dedilhar de um piano que não sabe guardar os menores  segredos? De onde vem, pra onde vai? Esta é uma canção que certamente soube se poupar aos aplausos nulos da vida e que agora esbanja a seu modo este ou aquele sentimento. Mas é uma canção linda e disso ninguém duvida. Fala aos nossos sentidos semi endeusados e agora mais maduros desde que se foi dar uma voltinha em Paris. E o que mais? E precisa de mais? Não, certamente que não. Pois Paris é a estação da harmonia e da beleza, é a alusão a todas as coisas que nos ocorrem quando queremos olhar de frente a felicidade e deglutir a chanson mais lírica e mais insinuante  que vai nos correndo veloz pelas artérias ao ritmo do sangue. Quem consegue se sentir infeliz em Paris? Profusão de cores na pequena esquina onde a florista, simples e até certo ponto tímida  sobraça suas camélias,  seus gerânios? E por que não dizer,  suas felizes flores da primavera mais recente e aqui e ali um jasmim cujo perfume ultrapassa os limites da felicidade humana por ser quase imortal. Pois é daqui, desta esquina quase iluminada que percorre Eros todas as direções pronto que está para disparar suas flechas fatais no que diz respeito ao amor. E daquela união nem Deus duvida. Ainda faz um intervalo na chuva que recrudesce para dar tempo ao tempo. E pois, voilá, encontram-se os amantes e as flores cantam.

ESTA ATMOSFERA DE PARIS

23 jan

Há  alguma coisa de magnifique nesta atmosfera de Paris. Os boulevards, o gosto de champanhe na chuva que desce lenta e nos envolve e torna mais desorientadas as ruas, as mansardas, o trote dos cavalos no calçamento molhado e reluzentes das luzes dos lampiões, ah, esta atmosfera vicejante na entrada de um sonho que acalenta a noite que se faz presente. É um sonho. Não, é O sonho. E ali à frente o “Moulin Rouge”, com suas luzes ofegantes esparramando cores e vozes que sussurram o encantamento do fremir da noite, toda ela morosa, amorosa sangrando de amores, chamando, chamando, pois o que mais nos resta senão seguir o impulso da multidão?  E aos saltos e sobressaltos, entre risos e chalaças, entre goles de humor e golpes de braços destrambelhados atravessa-se a praça fremente de povo e chega-se, já rindo de bom humor à entrada da entrada da entrada. É todo um turbilhão risonho, ansioso, quase esbravejando porquê quer, mas quer mesmo fazer parte da manada que teima. Ah, Lautrec, o que seria de ti oh gênio guardado na minúscula figura de um homem que se postava nas mesinhas do fundo com teu séquito, não, de admiradores não, não ainda, mas com teus papéis e lápis e sei o que mais lá de fascinante e pobre e sobretudo, amigo, na tua pequenez depauperada mas pronta a desenhar o óbvio, aquelas bailarinas alegres e pobres que trocavam suas roupas e suas sapatilhas? E sobre a mesa a musa: a musa do absinto. Verde. Verde.